Curitiba é uma cidade comprometida com ações de sustentabilidade, inovação, desenvolvimento social e econômico. A cidade está integrada às iniciativas mundiais para o desenvolvimento sustentável e ordenado. Guiada pelas metas globais da Agenda 2030 – da qual derivam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), 17 objetivos e 169 metas, integradas e inter-relacionadas de ação global para alcance até 2030 estabelecidas pelas Nações Unidas.
A cidade de Curitiba tem se destacado por seu compromisso em desenvolver ações, ampliando o alcance de suas políticas públicas, aprimorando os serviços prestados à população, com foco na inclusão social, erradicação da pobreza, igualdade de gênero e redução das desigualdades sociais.
O trabalho coletivo com mulheres proporciona a inclusão social e econômica das participantes, independentemente da idade, gênero, deficiência, raça, etnia, origem ou religião, empenhando-se em erradicar todas as formas de discriminação e violências contra mulheres, garantindo sua participação plena e efetiva em todos os níveis de tomada de decisão.
Para fortalecer as ações propostas de enfrentamento à pobreza, em 2020 a Fundação de Ação Social, que é a gestora da Política de Assistência Social no município, elaborou o Projeto FAS para ELAS, um projeto voltado às mulheres de 16 a 59 anos em situação de vulnerabilidade social, preferencialmente beneficiárias do Programa Bolsa Família (Programa de transferência de renda do Governo Federal). O Projeto teve início em 2021 e tem como objetivo a promoção gradativa das vulnerabilidades sociais das mulheres por meio de despertar sonhos, habilidades e a construção de novos Projetos de vida.
O trabalho coletivo com mulheres contribui para o protagonismo e autonomia das mulheres participantes e fortalece o trabalho no território e com a comunidade, assim como os encontros planejados e sistemáticos fomentam a apreciação de situações vividas pelas famílias em seu cotidiano, questões muitas vezes cristalizadas, naturalizadas e individualizadas, possibilitando a reflexão coletiva das similaridades vividas por elas.
A gestão municipal incluiu no plano de governo 2025 – 2028 ações, programas, projetos em consonância e que levam em conta o legado dos ODS, ampliando políticas públicas, aprimorando continuamente a qua¬lidade dos serviços básicos prestados pela Prefeitura a quem mais pre¬cisa, com vistas à inclusão e a garantia dos direitos dos cidadãos e ao atendimento das suas necessidades em áreas-chave como a Assistência Social, Educação, Cultura, Saúde, Trabalho, Renda e Cidadania.
Deste modo, o projeto FAS para ELAS – #elasnocontrole continua a compor as ações do plano de governo num convite a todas para embarcar nessa trilha, um caminho construído coletivamente - sem deixar ninguém para trás e com elas no controle das suas vidas, visando alcançar e assegurar a superação das vulnerabilidades sociais de mulheres, a igualdade de gênero, erradicar a pobreza e a fome, em todas as suas formas e dimensões, mesclando as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.

O projeto FAS para ELAS – #elasnocontrole, propõe as mulheres participantes ações de Educação Financeira com o objetivo de contribuir para o fortalecimento do orçamento familiar, da cidadania, fornecendo e apoiando ações que ajudem as participantes a tomar decisões financeiras mais autônomas e conscientes para uma vida próspera e de plenas realizações pessoais.
O projeto mobilizará os meios necessários para implementar ações de capacitações social e profissional e de empreendedorismo, com ênfase nas necessidades das mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família atendidas pelos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS. No município de Curitiba são 39 CRAS localizados em áreas de vulnerabilidade social.
O acompanhamento familiar é parte fundamental do projeto, pois deverá ser construído em conjunto com as participantes e seus familiares, em ações individualizadas com cada uma das mulheres atendidas pelo projeto, indicando suas principais necessidades, bem como, a oferta de serviços e benefícios desenvolvidos pelas diversas políticas públicas. Este processo técnico é executado por profissionais qualificados, com base em pressupostos éticos, diretrizes teórico-metodológicas, conhecimento do território e das famílias que ali residem.
À vista disto, o desenvolvimento do trabalho com grupos de mulheres tem por base o caráter preventivo, protetivo e proativo, auxiliando as pessoas e famílias envolvidas, na superação das vulnerabilidades sociais.
A metodologia proposta sugere a utilização da metáfora de uma viagem, um percurso, uma trilha e com a utilização desta é possível criar um cenário com elementos representativos do que se pretende trabalhar, facilitando o surgimento de novas perspectivas para reflexão e ação.
Assim sendo, justifica-se tal metáfora, por sinalizar oportunidade de alguém ser transportado para outro lugar, viajar pressupõe movimento e mudança (ir seguir, partir, evoluir) e envolve organização, planejamento e estratégia.
Este modelo de acompanhamento familiar também elege como referencial teórico os paradigmas colaborativos e tem convergência com o trabalho social realizado com as famílias, previsto no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e executado no âmbito do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF).
A promoção de ações que possibilitam a inserção de indivíduos no mercado de trabalho, proporcionando trabalho e renda, é fundamental para o processo de autonomia pessoal e social dos seus usuários. Cabe destacar que não é competência do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) realizar ações e executar cursos de inclusão produtiva. Cabe à Assistência Social trabalhar na perspectiva de garantia de direitos e acesso a serviços ofertados pelas políticas públicas.
O desenvolvimento de habilidades pessoais e orientação para o mundo do trabalho consistem na promoção de espaços de reflexão, discussão e experimentação sobre temas a ele relacionados.
Nesses espaços, as participantes têm momentos que possibilitam o reconhecimento de suas potencialidades, despertando o interesse em participar ativamente do mundo do trabalho, bem como, acesso a informações sobre oportunidades presentes no território. Esse processo de orientação e de desenvolvimento/reconhecimento de habilidades acontece a partir das oficinas planejadas e realizadas pela equipe do ACESSUAS Trabalho.
As oficinas são realizadas em diversos formatos, proporcionando, sempre que possível, a participação ativa dos usuários e a troca de experiências entre os participantes. Ressalta-se aqui a importância em diferenciar essas oficinas de atividades/cursos de capacitação. Trata se aqui da preparação, orientação e mediação para que os usuários possam fortalecer sua autonomia e seu protagonismo na busca por direitos e espaços de interação relacionados ao mundo trabalho.

Objetivo Geral
Objetivos específicos
A metodologia do projeto FAS para ELAS – #elasnocontrole, envolve processos de curto, médio e longo prazo, concentrando-se em etapas planejadas e definidas buscando a superação gradativa das vulnerabilidades vivenciadas e a elaboração de planejamento de futuro pelas participantes, tais como: capacitação das equipes; processo de seleção das mulheres; execução das oficinas - trabalho coletivo com famílias; educação financeira; sensibilização e mobilização para o mundo do trabalho; ações de Inclusão Produtiva: Capacitação Profissional.
1. Capacitação das Equipes
As equipes que estão diretamente envolvidas no projeto FAS para ELAS – #elasnocontrole são capacitadas para a sensibilização e mobilização do público alvo para a participação. Esse processo compreenderá aperfeiçoamento metodológico, por meio de capacitação com 16h/a de duração, na qual serão abordados conteúdos relacionados aos objetivos do projeto, manejo de grupos e de feedback e a revisão sobre a aplicação das oficinas com as mulheres.
A capacitação visa aprimorar conhecimentos e habilidades das equipes que atuarão no projeto FAS para ELAS que podem contribuir para o crescimento profissional e para a qualidade dos serviços, programas, projetos ofertados pela política de Assistência Social e para a consolidação do Sistema Único da Assistência Social – SUAS nos territórios de execução.
Assim, capacitar os profissionais que desenvolverão os encontros do FAS para ELAS é parte das ações do aprimoramento do serviço, pois são nos objetivos das oficinas que estão ancorados os objetivos do projeto que vão contribuir para a construção de novos conhecimentos, favorecer o diálogo e o convívio com as diferenças, problematizar e estimular a capacidade de participação social, comunicação, negociação, tomada de decisões, estabelecer espaços de compartilhamento de informação e reconhecer o papel de transformação social dos sujeitos.
2. Processo de Seleção
As participantes do projeto FAS para ELAS– #elasnocontrole serão selecionadas pelas equipes dos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS com idades entre 16 a 59 anos, preferencialmente beneficiárias do Programa Bolsa Família, formando grupos de 15 participantes aproximadamente. Será elaborado com cada participante um plano de “viagem” com os objetivos a serem alcançados ao longo da participação no projeto.
3. Trabalho Coletivo
A estrutura do trabalho coletivo com as mulheres é constituída por uma trilha de quatro etapas, com aproximadamente 16 encontros semanais para as mulheres participantes, ao longo de 3 meses, transmitindo conteúdos e abordando atitudes, disposições e práticas para o fortalecimento das capacidades familiares.
Para o desenvolvimento dos encontros coletivos serão utilizados materiais lúdicos que no decorrer da trilha serão construídos de acordo com os temas trabalhados. Cada família receberá uma maleta que será utilizada em todos os encontros, cada participante personalizará sua maleta, compondo a sua “bagagem de vida” com figuras e objetos, que simbolizam metas e objetivos a serem alcançados e o que está sendo agregado a sua vida, por exemplo: certificação de cursos de capacitação, acesso a documentação civil, realização de pré-natal, melhoria nos relacionamentos, entre outros.
Sugere-se uma abordagem colaborativa na execução do trabalho coletivo com famílias, pois esta emerge como um paradigma de intervenção fundamentalmente distinto dos modelos tradicionais, caracterizada por uma filosofia que subverte as hierarquias profissionais em favor de uma parceria genuína com as mulheres. Ao invés de se posicionar como uma figura de autoridade vertical, o profissional assume o papel de um "aliado apreciado" (Madsen, 1999, citado por Rodrigues, 2013), internalizando uma postura de profundo respeito pela autonomia e expertise da família em seu próprio contexto de vida.
Como já foi mencionado o Projeto utiliza a analogia de uma viagem e o trabalho coletivo é composto de 12 estações utilizando metodologias participativas com aplicação de recursos lúdicos e didáticos: 1ª estação: Elas e Nós: Quem somos nós? 2ª estação: Ela, com ela mesma – identidades, autoestima; 3ª estação: Ela, com os outros: como estão as relações familiares? 4ª estação: Ela, seus papéis e emoções; 5ª estação: Ela e as mudanças, migrações: o que levo e deixo na bagagem?; 6ª estação: Habilidades e competências – o que levo na bagagem?; 7ª estação: Planejamento: por que se organizar financeiramente? Qual a importância de poupar? Hora de partir para a ação: saindo do vermelho; 8ª estação: Qual a nossa fotografia financeira atual?; 9ª estação: Ela, seus sonhos e metas – onde sonhamos chegar e onde podemos chegar?; 10ª estação: Ela e a comunidade: mapeamento de oportunidades; 11ª estação: Ela e as suas memórias e seus planos para o futuro; 12ª estação: Ela e a nova bagagem, o que evoluímos até aqui?
A abordagem colaborativa enfatiza a capacidade inerente da família para o crescimento e a mudança. O profissional atua como um facilitador, respeitando a autonomia da família em definir seus objetivos e caminhos para alcançá-los.
4. Educação Financeira
Com a intencionalidade de fortalecer as funções executivas e protetivas das mulheres e estimular sua autonomia, apoiando-as que superem eventuais dificuldades, promovendo o acesso a direitos e evitando o rompimento de laços, a Educação Financeira vem compor o Projeto FAS para ELAS como uma estratégia que contribui para a melhoria da qualidade de vida das famílias acompanhadas.
Os profissionais dos CRAS que atuaram na execução das Oficinas de Educação Financeira têm papel de fundamental importância, pois eles estarão aplicando as ferramentas propostas para cada encontro e auxiliando às famílias a refletir sobre a sua relação com dinheiro, avaliar seus hábitos de consumo, endividamento, redução de gastos familiares, fornecendo informações para utilização do crédito consciente que impactam no orçamento das famílias, visando prevenir o superendividamento e provocando a reflexão sobre hábitos de poupar para a realização de sonhos e metas das famílias participantes das oficinas.
Deste modo, conversar sobre Educação Financeira torna-se uma importante ação de apoio auxiliando na conquista da estabilidade financeira que as famílias necessitam para viver, buscando a superação gradativa das vulnerabilidades sociais planejando e controlando o orçamento familiar.
As Oficinas de Educação Financeira: o uso das tecnologias sociais denominadas oficinas Futuro na Mão segue as orientações pedagógicas do caderno de facilitadores das oficinas do Futuro na Mão, onde cada um dos 3 encontros propostos abordam um conteúdo específico de Educação Financeira.
De modo, a equipe de execução do Projeto FAS para ELAS deverá ser capacitada para promover a discussão sobre orçamento familiar, as dificuldades com a vida financeira e a reflexão sobre hábitos de poupar para a realização de sonhos e a definição de metas com as famílias participantes das oficinas.
5. Sensibilização e Mobilização para o Mundo do Trabalho
O acesso ao mundo do trabalho não é responsabilidade exclusiva da Assistência Social, é o resultado de uma intervenção intersetorial e da articulação de políticas comprometidas com a qualificação técnico-profissional, a intermediação pública de mão-de-obra, a economia solidária, propostas de acesso ao microcrédito produtivo e orientado, o acesso a direitos sociais, entre outras.
A articulação dos serviços socioassistenciais do território garante o desenvolvimento do trabalho social com as famílias das usuárias desses serviços, permitindo identificar suas demandas e potencialidades dentro da perspectiva familiar, rompendo com o atendimento segmentado e descontextualizado das situações de vulnerabilidade e risco social vivenciadas.
Deste modo, o Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho – Acessuas Trabalho - integra as ações e visa promover a integração dos usuários da Política de Assistência Social ao mundo do trabalho, proporcionando um conjunto de ações que incluem identificação e sensibilização de usuários, desenvolvimento de habilidades, orientação para o mercado de trabalho, acesso a oportunidades e acompanhamento.
Curitiba tem desenvolvido as ações do ACESSUAS Trabalho, por meio do Programa Mobiliza, que tem por finalidade promover ações de identificação e sensibilização ao acesso ao mundo do trabalho, desenvolvimento de competências e orientação para o Mundo do Trabalho; acesso às oportunidades de inclusão produtiva e monitoramento do percurso formativo das usuárias.
Para além da sensibilização para o mundo do trabalho, no projeto FAS para ELAS o programa Mobiliza tem sido complementar as oficinas. A articulação é processo fundamental para organizar as diferentes ações voltadas para o público atendido, a partir da definição das responsabilidades e conhecimento das finalidades de cada ação, coordenando as distintas ações e fortalecendo acesso às oportunidades de inclusão produtiva e monitoramento do percurso formativo das usuárias.
Para apoiar a construção de novas estratégias de superação das vulnerabilidades sociais a que as mulheres atendidas no FAS para ELAS estão sujeitas, os encontros prevêem a aplicação de instrumentais de sensibilização e mobilização construindo um percurso formativo que engloba: sensibilização: foco no conceito de empregabilidade, explorando formas de acesso ao mercado, tipos de vínculos empregatícios e modalidades de inclusão produtiva; desenvolvimento de habilidades: ciclo de oficinas para despertar e aprimorar o potencial das participantes. Abordamos temas como marketing pessoal, trabalho em equipe, comunicação assertiva, estabelecimento de metas, criatividade, inovação; acesso a oportunidades: encaminhamento para ações de inclusão produtiva, incentivando o protagonismo e a ressignificação da trajetória de vida; monitoramento: acompanhamento do percurso e participação das usuárias nas ações ofertadas.
Podemos destacar que, as oficinas de habilidades sociais e competências profissionais proporcionam espaços de reconhecimento do território e das oportunidades locais, o que complemente os conhecimentos compartilhados no encontro de sensibilização sobre empregabilidade e os tipos de inclusão produtiva, como: vínculo empregatícios existentes e possíveis, orientações sobre cooperativismo, associativismo e outras formas coletivas de geração de renda, mercado de trabalho formal, empreendimentos econômicos solidários, aprendizagem profissionalizante, estágio e outras.
A partir do conhecimento acerca das possíveis formas de geração de renda do reconhecimento das oportunidades do território, as participantes ampliam seu arcabouço para definir suas metas e planos de ação para acessá-las.
O monitoramento do percurso das participantes é um passo fundamental para o fortalecimento da empregabilidade, pois nos permite ir além da simples oferta de capacitação, avaliando a efetividade das ações e a real aplicabilidade das possibilidades que o projeto oferece.
Este acompanhamento permite que possamos identificar os potenciais e, igualmente importante, reconhecer as fragilidades e desafios que surgem durante a execução das atividades. Esse olhar atento nos permite ajustar as estratégias em tempo real, garantindo que o programa seja cada vez mais assertivo e alinhado às necessidades reais do público.
Curitiba é a capital do Estado do Paraná, possui uma população de 1.773.718 pessoas (Censo 2022), onde 47,18% são homens e 52,82% são mulheres. Com base nas informações do banco de dados do Governo Federal para Programas Sociais, 22.686 são mulheres de 16 a 59 anos (Base social CADU julho/2025) em situação de vulnerabilidade que recebem recursos financeiros através do Programa Bolsa Família, Programa este destinado às famílias com renda per capita de até R$218,00.
O público alvo do Projeto FAS para ELAS é destinado às mulheres de 16 a 59 anos preferencialmente beneficiárias do Programa Bolsa Família, que precisam ingressar no mercado de trabalho para superar a vulnerabilidade econômica, conquistando a autonomia financeira.
No município de Curitiba temos 39 Centros de Referência de Assistência Social – CRAS, essas unidades são responsáveis pela execução de serviços de Proteção Social Básica da Política de Assistência Social, que atendem famílias em vulnerabilidade social. As famílias estão referenciadas geograficamente nos CRAS de acordo com o endereço de sua moradia.
De 2021 a 2025 a FAS atendeu 293 mulheres com idade entre 16 e 59 anos, as oficinas inspiraram as mulheres a planejar seu futuro, despertando sonhos, compartilhando histórias e formando redes de apoio, que ajudam a superar os obstáculos e os desafios durante suas jornadas de vida. A equipe técnica realizou ações de atendimento particularizado para o acompanhamento do plano de ação da família e dos encaminhamentos realizados, na avaliação foram identificados os pontos positivos e as fragilidades do Projeto, como acesso aos serviços e benefícios, desenvolvimento das competências e fortalecimento familiar. As atividades externas planejadas durante a execução das oficinas visaram agregar conhecimento e ampliar o olhar para os diversos espaços de trabalho, cultura e lazer.
No início e no final das etapas propostas aplicamos uma metodologia
de avaliação onde as participantes se autoavaliam, deste resultado tivemos 100%
das mulheres a documentação civil regularizada; 24% voltaram a estudar; 64% realizaram
capacitação profissional; 13% se tornaram trabalhadoras formais, 33% começaram
a empreender e 90% tiveram melhora na autoestima.
Os pontos fortes do Projeto destacaram-se com: famílias mais fortalecidas frente às vulnerabilidades
sociais; melhoria das relações familiares; acesso
das famílias a serviços e benefícios;
desenvolvimento das competências empreendedoras pessoais;
aumento do número de mulheres qualificadas para o trabalho; aumento da
efetividade dos acessos às vagas no Sistema Nacional de Emprego - SINE.
Os
principais desafios foram: ausência de rede de apoio para mães que cuidam sozinhas
dos filhos, baixa escolaridade, dependência do Programa Bolsa Família.
Com todo aprendizado
nesta primeira fase do Projeto, a gestão municipal incluiu no
plano de governo 2025 – 2028 ações, programas, projetos em consonância e que
levam em conta o legado dos ODS, ampliando políticas públicas, aprimorando
continuamente a qualidade dos serviços básicos prestados pela Prefeitura a
quem mais precisa, com vistas à inclusão e a garantia dos direitos dos
cidadãos e ao atendimento das suas necessidades em áreas-chave como a
Assistência Social, Educação, Cultura, Saúde, Trabalho, Renda e Cidadania.
Desta forma o Projeto FAS para ELAS foi relançado em março de 2025 com a meta de atender 900 mulheres até
dezembro de 2028.

